Nos últimos anos, o Paraguai deixou de ser uma opção discreta para se tornar um dos destinos mais comentados entre investidores que buscam diversificar patrimônio fora do Brasil. A razão não é modismo: é uma combinação concreta de carga tributária baixa, estabilidade macroeconômica reconhecida internacionalmente e uma localização que conecta o investidor a um mercado de quase 300 milhões de pessoas. Veja os principais motivos, com dados oficiais do governo paraguaio.
Localização estratégica, no coração do Mercosul
O Paraguai ocupa uma posição central na América do Sul, cercado por Brasil, Argentina, Bolívia e Uruguai — todos parceiros do Mercosul. Essa posição garante acesso a um mercado de mais de 295 milhões de habitantes, com tratamento preferencial dentro do bloco.
Parte dessa vantagem logística vem da Hidrovia Paraguai-Paraná, com mais de 3.400 km de extensão, por onde passam quase 74% das exportações do país. Some-se a isso o Corredor Bioceânico — obra em fase avançada que vai ligar os portos do Chile aos do Brasil atravessando o território paraguaio — e fica claro por que o país vem sendo tratado como um futuro hub logístico regional.
Sistema tributário entre os mais competitivos da América Latina
Esse é, para a maioria dos investidores brasileiros, o argumento mais direto. O Paraguai opera com um dos sistemas tributários mais enxutos e competitivos da América Latina:
- IVA (equivalente ao ICMS/IPI): 10%
- Imposto à Renda Empresarial (IRE): 10%
- Imposto à Renda Pessoal (IRP): até 10% (alíquotas de 8%, 9% e 10%)
- Imposto sobre Dividendos (IDU): 8% para residentes, 15% para não residentes
- Não existe imposto sobre patrimônio (exceto o imposto predial/territorial)
Além da alíquota baixa, o país ainda oferece regimes especiais que reduzem ainda mais a carga efetiva para quem se enquadra: a Lei N° 7.548/2025 (novo regime de incentivos fiscais que substituiu a histórica Lei 60/90, revogada em setembro de 2025), o regime de Maquila, a Lei de Garantia dos Investimentos e o regime de Zonas Francas — este último com isenções específicas para quem exporta para terceiros países.
Grau de investimento e estabilidade econômica
Em 2024, a agência Moody's elevou a classificação de risco do Paraguai para Baa3 — grau de investimento, um patamar que coloca o país num grupo seleto de economias globalmente reconhecidas como seguras para capital estrangeiro. Em dezembro de 2025, a Standard & Poor's também concedeu grau de investimento ao Paraguai, elevando a nota para BBB- — colocando o país no seleto grupo de economias com duas agências globais alinhadas nesse mesmo patamar.
Não é um dado isolado. No Índice de Clima Econômico da Fundação Getulio Vargas referente ao 1º trimestre de 2024, o Paraguai figurou com o melhor clima de negócios entre os 10 países latino-americanos acompanhados pelo levantamento, mantendo-se na zona favorável do indicador. O país combina inflação controlada e dívida externa baixa em relação ao PIB, sustentando uma trajetória de estabilidade macroeconômica ao longo da última década. O desempenho recente confirma essa trajetória. Segundo o Banco Central do Paraguai (BCP), o PIB paraguaio fechou 2025 com expansão de 6,6%, acima da própria previsão oficial, que apontava 6%. Para 2026, o BCP elevou em junho a projeção de crescimento de 4,2% para 4,5%, impulsionada sobretudo por uma safra recorde de soja e pelo dinamismo da manufatura, da energia e dos serviços — depois de o primeiro trimestre registrar alta interanual de 5,8%. Na mesma revisão, a estimativa de inflação para o fechamento de 2026 foi reduzida de 3,5% para 3,3%. Segundo o próprio BCP, o país deve se manter entre as economias de maior crescimento da região.
Energia limpa e barata, infraestrutura em expansão
Cerca de 98% da energia elétrica do Paraguai vem de fontes hidrelétricas renováveis (Itaipu e Yacyretá), e o país exporta mais da metade de tudo que produz. Na prática, isso coloca o Paraguai entre os países com a energia industrial mais barata da América Latina — bem abaixo de vizinhos como Brasil, Argentina e Chile.
A isso se soma uma população majoritariamente jovem: 66,3% dos paraguaios estão em idade economicamente ativa (15 a 64 anos), o que sustenta consumo, produtividade e força de trabalho disponível para os próximos anos.
Carga tributária competitiva, grau de investimento reconhecido internacionalmente, energia barata e posição estratégica no Mercosul — são esses fundamentos, e não apenas a proximidade com o Brasil, que vêm atraindo cada vez mais investidores para o Paraguai. Entender esse cenário macro é o primeiro passo antes de decidir onde e como investir. Fale com um assessor da VITRUM-PETRA e descubra como transformar esse panorama em uma estratégia de investimento concreta para o seu perfil.
Fale com um AssessorFontes: Guía de Inversiones Paraguay 2025 — REDIEX / Ministério de Indústria e Comércio (rediex.gov.py), Dirección Nacional de Ingresos Tributarios — DNIT (dnit.gov.py), Banco Central do Paraguai — BCP (bcp.gov.py): Contas Nacionais Trimestrais (27/03/2026) e Informe de Política Monetária de junho de 2026.